Ofícios

OFÍCIO APOSTÓLICO

“E Ele mesmo constituiu a uns como APÓSTOLOS…” (Efésios 4:11)

O primeiro dom do ministério descrito na lista de Efésios é o de apóstolo. A palavra primeiro vem do grego (próton – ICo.12.28). Significa primeiro em tempo, lugar e ordem; estar antes de tudo. Outra definição de primeiro, é prioritário ou primeiro em uma série ou progressão. Quando a Palavra diz primeiro, quer dizer simplesmente, PRIMEIRO.

O sentido básico da expressão “apóstolo” é um enviado ou representante de outro com poder e autoridade delegado pelo que o enviou.

Quando Jesus declarou que Ele mesmo edificaria a Sua Igreja (Mt.16.28), deixava claro que este plano, “planta”, ou “desenho” de edificação, seguiria ao modelo pré-estabelecido por Ele mesmo, desde a fundação dos séculos (Ef.1.4). Se os ofícios de fundamentos da Igreja não são reconhecidos – apóstolos e profetas, e aqui no caso, o de apóstolo – põe-se em risco o propósito e a manifestação do plano original. Atos dos Apóstolos 3.21, fala de “restauração de todas as coisas”, e isto revela, implicitamente, uma ordem desta restauração. Não se consegue restaurar um prédio ou algo que foi danificado estruturalmente, sem que primeiro se priorize as bases desta restauração: os fundamentos. Cristo não tem compromisso com nossos “desenhos e plantas” pessoais com relação ao modelo que Ele estabeleceu para a Sua (DELE) Igreja. Ao chamar Moisés (uma tipologia do ministério apostólico do AT) para edificar o Tabernáculo, Jesus foi enfático ao dizer: “Faça conforme o modelo que te foi mostrado no monte” – Ex.25.40.

Apóstolos são chamados para confrontar estruturas espirituais e naturais que se opõem na manifestação original da Igreja de Cristo. A eles é dado autoridade para manifestar a identidade e o governo do Reino de Deus sobre terra. Apóstolos operam debaixo da direção do Espírito Santo, auxiliados pelos demais dons ministeriais de Efésios 4:11, que é o presbitério local.

 

OFÍCIO PASTORAL

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“E Ele designou alguns para apóstolos, outros para profetas, outros para evangelistas,

e outros para pastores e mestres, com o fim de preparar os santos para a obra do ministério,

para que o corpo de Cristo seja edificado”.

(Efésios 4:11,12)

Aos santos foi designado cumprir a obra do ministério!

O OFÍCIO E O MINISTÉRIO DOS SANTOS

O funcionamento dos ofícios nos cinco dons ministeriais pode ser comparado ao funcionamento de um exército:

– O apóstolo é o que comanda o exército;

– O profeta aponta a direção que o exército deve seguir;

– O evangelista alista os soldados neste exército;

– O mestre treina o exército;

– O pastor conduz o exército – pega na mão da pessoa e a leva até o alvo.

OFÍCIO PASTORAL

Características:

O pastor é aquele que administra, cuida, protege, consolida, alimenta, aconselha e acompanha o crescimento do corpo de Cristo.

No livro de Atos, capítulo 6, podemos ver um exemplo de operação do ministério pastoral. Surgiu um problema onde havia necessidade de pessoas aptas para cuidar de viúvas que estavam sendo desamparadas, e assim administrarem o bom funcionamento do corpo de Cristo. Para este propósito foram levantados sete homens de bom testemunho, cheios do Espírito Santo e de sabedoria. Os apóstolos oraram e lhes impuseram as mãos delegando sobre eles este ministério. Estes sete seriam supervisores e conselheiros na igreja daquela cidade.

Alguns teólogos criaram um título de “diácono” para estes homens. Mas não existe na Bíblia este tipo de comissionamento. A palavra diácono vem da palavra grega diaconia, que quer dizer ministro, e todo filho de Deus tem que ser um ministro, ou seja, um diácono.

Na verdade estes sete homens levantados na igreja em Jerusalém seriam pastores, comissionados com imposição de mãos pelos apóstolos, responsáveis pelo cuidado e acompanhamento das pessoas no corpo de Cristo.

MINISTÉRIO DOS SANTOS – UNÇÃO PASTORAL

O texto de Efésios 4:11,12 nos ensina que a função do ofício (pastor) é capacitar os santos para a obra do ministério.

Sendo assim, quem tem que cumprir o ministério pastoral neste tempo? Os santos! Isso mesmo, não é apenas o pastor quem pastoreia. Ele pastoreia treinando e capacitando os santos para cumprirem o ministério pastoral!

Todo santo tem que ser capacitado para cuidar, proteger, alimentar e discipular outras vidas.

“Os onze discípulos foram para a Galiléia, para o monte que Jesus lhes indicara. Quando o viram, o adoraram; mas alguns duvidaram. Então Jesus aproximou-se deles e disse: ‘Foi-me dada toda a autoridade nos céus e na terra. Portanto, vão e façam discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, ensinando-os a obedecer a tudo o que eu lhes ordenei. E eu estarei sempre com vocês, até o fim dos tempos’”.

(Mateus 28:16-20)

A quem Jesus deu a ordem de ir e fazer discípulos? A todos os seus discípulos! Todo discípulo de Jesus, todo aquele que é nascido de novo, e, portanto, é filho de Deus, é também sacerdote, ministro, diácono.

A igreja romana estabeleceu o conceito, contrário aos ensinamentos de Jesus, que apenas os padres (pais) eram os sacerdotes. A própria igreja evangélica herdou este conceito, estabelecendo os pastores como sacerdotes. Diante disto os padres e pastores eram os sacerdotes e os demais eram os leigos – ignorantes na fé.

Os sacerdotes (padres, pastores, bispos, etc) faziam todo o trabalho, e os leigos (ignorantes) tinham apenas a função de assistir aos cultos.

Este tempo acabou na igreja de Jesus! Pois não foi isso o que Ele ensinou e ordenou!

Apocalipse 1:5,6 diz que todos os santos são sacerdotes do Senhor! São ministros do Altíssimo!

Numa igreja apostólica os santos não têm a função de assistir ao culto, mas cumprem a obra do ministério.

Os santos não são leigos (ignorantes) na fé. São sacerdotes e ministros do Senhor que vão cumprir o seu chamado como igreja neste tempo!

VISÃO CELULAR

A visão celular traz a restauração de fundamentos apostólicos na igreja. O lema da visão celular é:

Cada crente um ministro (sacerdote);

Cada casa uma igreja (lugar de manifestação do Reino de Deus).

A visão celular faz com que os santos operem na unção pastoral, e assim cumpram o seu sacerdócio. A célula é um lugar onde vidas são ganhas, cuidadas, alimentadas, guiadas… As pessoas são pastoreadas nas células. Por quem? Pelos santos!

Todo santo foi comissionado para ser um ministro, para fazer discípulos, para pastorear vidas!

Cada santo no Ministério Apostólico Terra Fértil é desfiado a cumprir o seu ministério, sendo treinado para abrir uma célula!

Tiago 2:17 diz que a fé sem obras é morta, ou seja, a fé sem a manifestação de obras, atitudes correspondentes, não produz resultado algum.

Não basta apenas crer em Jesus, é preciso manifestar o seu Reino! Crer sem manifestar o Reino é o mesmo que fé sem obras – é morta, não produz resultados!

 

OFÍCIO EVANGELÍSTICO

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(EFÉSIOS 4)

(v.11) “E ele mesmo concedeu uns para apóstolos, outros para profetas, outros para evangelistas e outros para pastores e mestres,

(v.12) com vistas ao aperfeiçoamento dos santos para o desempenho do seu serviço, para a edificação do corpo de Cristo.

(v.15)… seguindo a verdade em amor, cresçamos em tudo [INCLUI CRESCIMENTO NUMÉRICO] naquele que é a cabeça, Cristo,

(v.16) de quem todo o corpo, bem ajustado e consolidado pelo auxílio de toda junta, segundo a justa cooperação de cada parte, efetua o seu próprio aumento para a edificação de si mesmo em amor“.

DESFAZENDO ENTENDIMENTOS ERRADOS SOBRE O MINISTÉRIO DO EVANGELISTA:

Evangelistas são somente para pregar o evangelho ao mundo, não tem nenhuma tarefa com a congregação!
NÃO! Todo cristão tem uma tarefa para com o mundo. O ofício de evangelista ativa o ministério evangelístico dos santos para o mundo. Ele não opera tudo sozinho. Será impossível pregarmos o evangelho para todas as nações, se só os que têm ofício de evangelista o fizerem. Note que o verso 8 de Efésios 4 fala que Cristo deu dons, mas a palavra MINISTÉRIO se refere ao serviço dos santos. Conclusão: O dom ministerial de evangelista prepara os santos para o desempenho do ministério evangelístico de cada santo no corpo de Cristo.

Evangelistas trabalham sozinhos, não dá pra ficar esperando os outros se envolverem porque ninguém se interessa por este ministério se não tiver a “chamada”!
NÃO! Não devemos desistir de envolver todos os cristãos. Quando comecei os projetos evangelísticos, alguns me alertaram que não era pra eu desanimar se poucos comparecessem. Por todo lugar que eu vá sempre ouço os responsáveis por evangelismo dizendo que são poucos que se interessam pela área. Cheguei a aconselhar um líder dizendo que era até bom que a congregação dele não saísse porque estavam doentes, em pecado, frios e iam gerar filhos doentes porque é impossível que uma congregação sadia não se envolva na salvação dos perdidos.

Logo, entendo que precisamos também ser exortados pelos profetas, ensinados pelos mestres, etc. Tendo uma equipe curada será fácil ativá-los no evangelismo. Os ofícios devem operar juntos.

Toda pessoa precisa de paternidade e os evangelistas também. Em Efésios 4:7 diz que cada um recebeu uma medida. O que todos os ministros precisam saber é que cada um recebeu UMA MEDIDA. Não recebemos tudo. Não podemos operar tudo. Eu preciso saber até onde eu posso estar e quando é tempo de outro ministério entrar. Um exemplo é do Evangelista Filipe em Samaria. Ele pregou até o batismo de João depois saiu para uma nova missão que o Espírito tinha pra Ele. Os apóstolos vieram para completar a missão, que ele não havia dado continuidade, não por não saber fazer, mas porque atendeu a uma outra direção. Quantos ministros hoje são capazes de abrir mão de uma obra que está dando certo, no auge, para atender a uma pessoa no deserto e confiar que outro terá outra medida de Cristo para completar. Existem evangelistas na função de pastor. Por um tempo pode funcionar, mas chega a hora que a congregação vai precisar do ofício pastoral. Não se trata de uma unção maior ou menor, mas diferente. Volto a frisar: NINGUÉM RECEBEU TUDO, CADA UM NA SUA PARTE OPERA O CRESCIMENTO DO CORPO (Efésios 4:16). E todo evangelista deve ativar na congregação o CHAMADO DE TODOS OS CRISTÃOS.

O evangelista não ensina bem! Não sabe muito da Bíblia!
NÃO! Vamos ver o ministério de Filipe em Atos. Não temos dificuldade em chamá-lo de evangelista porque assim o chamaram em Atos 21:8.

(Atos 8:35)

“Então Filipe, abrindo a sua boca e começando nesta escritura, lhe anunciou a Jesus”.

Começou nesta escritura e passou por muitas outras escrituras. Como todo cristão, aqueles que tem a chamada devem amar a Palavra. Claro que o enfoque maior será Cristo. Os evangelistas precisam falar bem sobre Jesus. O mito de evangelista não saber da Bíblia vem do fato de muitos novos convertidos fluírem no evangelismo, nada contra isso se forem pastoreados. Não precisamos saber muita coisa pra começarmos a testemunhar. Com o que já vivemos, nosso testemunho de vida, podemos testemunhar, porém O CONHECIMENTO DA PALAVRA NÃO PODE SER DESPREZADO. Eu creio que a unção evangelística geralmente é a primeira que flui na vida de um novo convertido. O problema é pensarmos que só por ele ser eufórico e ativo no ministério ele já está maduro. Todos precisam crescer na Palavra.

O evangelista tem dificuldade no trabalho secular porque é chamado para deixar tudo para a “obra missionária”.
Todo Cristão é um missionário no lugar onde Deus o plantou. Quantas vezes ouvi ministros reclamarem do trabalho e quando falam do ministério dizem: “O ministério é meu porto seguro!” Esse entendimento separa o trabalho do ministério, mas creio que neste tempo Deus tem levantado ministros no Mercado de trabalho. Meu trabalho deve ser o primeiro lugar do ministério evangelístico.

(II CORÍNTIOS 5)

(v. 18) E tudo isto provém de Deus que nos reconciliou consigo mesmo por Jesus Cristo, e nos deu o ministério da reconciliação;

(v. 19) Isto é, Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo, não lhes imputando os seus pecados; e pôs em nós a palavra da reconciliação.

(v. 20) De sorte que somos embaixadores da parte de Cristo, como se Deus por nós rogasse. Rogamos-vos, pois, da parte de Cristo que vos reconcilieis com Deus.

Deus roga por meio de nós para que as vidas do nosso trabalho secular se salvem. Uma dica para evangelismo no mercado é corrermos na velocidade deles. Filipe, em Atos 8, foi correndo na areia do deserto para poder conversar com o Eunuco. Um erro é parar a pessoa e dizer: “Posso te dar uma palavrinha?” Corra com ela. Seja o melhor no mercado e durante o trabalho efetue seu ministério.

O MINISTÉRIO EVANGELÍSTICO DEVE SE MOVER NO SOBRENATURAL

DISCERNIMENTO DE ESPÍRITOS

“E o anjo do Senhor falou a Filipe, dizendo: Levanta-te, e vai para a banda do sul, ao caminho que desce de Jerusalém para Gaza, que está deserta. E levantou-se, e foi…” (ATOS 8:26, 27)

Filipe precisava de discernimento. Como saber que era um anjo de Deus, se estava tirando-o de uma obra tão bem sucedida em Samaria?

Depois ele ouviu o Espírito testificando em seu espírito.

“E disse o Espírito a Filipe: Chega-te, e ajunta-te a esse carro”.(ATOS 8:29)

Todos queremos viver o sobrenatural, mas quantos estão dispostos a obedecer. Jesus operou seus principais milagres fora de Nazaré. Ele era um filho obediente. Queremos o respaldo do Pai com a pregação sobrenatural do evangelho, mas isso virá como resultado do nosso esforço em obedecer.

Filipe saiu de Samaria para o deserto a pé. Devia ser quente de manhã e frio à noite. Não sabemos quanto tempo levou. Depois que encontrou o eunuco ainda teve que caminhar na areia para alcançá-lo.

“E, quando saíram da água, o Espírito do Senhor arrebatou a Filipe, e não o viu mais o eunuco; e, jubiloso, continuou o seu caminho. E Filipe se achou em Azoto, e, indo passando, anunciava o Evangelho em todas as cidades, até que chegou a Cesaréia”.(ATOS 8:39, 40)

Um dos momentos mais sobrenaturais da Bíblia é este. Um homem foi “tele-transportado”! Creio que Deus viu o esforço de Filipe obedecendo e indo ao deserto, depois correndo atrás da carruagem e pensou: “Se eu mandar ele ir andando ele vai mesmo, então eu vou poupar meu filho, vou levá-lo sobrenaturalmente”. Ou você acha que Deus levaria alguém que talvez não quisesse ir para onde Ele quisesse? Queremos viver o sobrenatural? Então nossas vontades devem ser submetidas à vontade do Pai.

O MINISTÉRIO EVANGELÍSTICO DEVE SE MOVER EM COMPAIXÃO

Para reflexão, deixo a história dos jovens moravianos que, movidos por uma profunda paixão missionária, despediram-se de seus familiares e de seus amigos a fim de serem enviados como missionários a uma ilha na África, cheia de escravos que precisavam ouvir o evangelho, chamada Madagascar. O fato é que nessa ilha só era permitido entrarem escravos, era proibida a entrada de pessoas livres. Quando disseram para aqueles três jovens extravagantes que seria impossível para eles pregarem o evangelho em Madagascar, pois somente escravos poderiam viver naquela ilha, eles não tiveram dúvidas, decidiram voluntariamente ser vendidos como escravos. Eles sabiam que teriam que terminar seus dias na ilha sem nunca mais poder reencontrar seus amigos e familiares. No dia que estavam no porto se despedindo do grupo de oração e de suas famílias, o choro de todos era intenso, pois sabiam que nunca mais veriam aqueles irmãos tão queridos. Quando o navio tomou certa distância eles três se abraçaram e gritaram suas últimas palavras que foram ouvidas: “QUE O CORDEIRO QUE FOI IMOLADO RECEBA A RECOMPENSA DO SEU SOFRIMENTO”.

 

OFÍCIO MESTRAL

“E Ele designou alguns para apóstolos, outros para profetas, outros para evangelistas, e outros para pastores e mestres, com o fim de preparar os santos para a obra do ministério, para que o corpo de Cristo seja edificado, até que todos alcancemos a unidade da fé e do conhecimento do Filho de Deus, e cheguemos à maturidade, atingindo a medida da plenitude de Cristo”.

(Efésios 4:11-13)

Este texto de Efésios nos revela a forma de governo que o próprio Deus estabeleceu para a sua Igreja: O Ministério Quíntuplo – apóstolos, profetas, evangelistas, pastores e mestres. Ele mesmo estabeleceu o modelo de funcionamento para o corpo (igreja), e quando alteramos isso, o corpo não funciona adequadamente, ou funciona de forma deficiente, não cumprindo assim o seu propósito de manifestar o Reino de Deus.

Dentro do Ministério Quíntuplo vamos compreender um pouco a respeito do ofício e da manifestação do Ministério Mestral na Igreja, que está essencialmente relacionado ao ensino e revelação da Palavra.

OFÍCIO DO MESTRE

– Qual é a 1ª função do mestre?

PREPARAR (CAPACITAR) OS SANTOS!

De acordo com o texto de Efésios 4, Jesus designou alguns para os ofícios ministeriais, dentre eles o de Mestre, com uma finalidade (“…com o fim de…”): preparar os santos para a obra do ministério. Através desta ação o corpo de Cristo é edificado – cresce (v.12) até alcançar maturidade (v.13) e poder atingir a medida da plenitude de Cristo (v.13).

Este processo vai acontecer na medida em que cada parte realizar a sua função! Os cinco dons ministeriais ativam (capacitam o corpo) para o funcionamento de cada parte! (v.16)

Os ofícios foram estabelecidos para levarem à igreja a alcançar maturidade, manifestar a plenitude da vida de Cristo e assim trazer a manifestação do Reino de Deus na terra.

(capacitação dos santos – crescimento corpo – maturidade – medida da plenitude de Cristo)

– O que fazem os mestres?

* Ensinam a Palavra (fundamento) capacitando os santos para que eles possam ensiná-la a outros;

* Através do ensino e da revelação da Palavra, trazem uma ação de proteção contra falsos ensinamentos e heresias;

* Ativam no corpo a revelação da Palavra, através da unção que lhes foi outorgada;

* Ativam no corpo a fome e o amor pela Palavra, levando cada crente a exercer seu sacerdócio e realizar sua função.

MINISTÉRIO MESTRAL

O MINISTÉRIO MESTRAL é para a Igreja, é para o corpo e não apenas para alguns. Alguns recebem a unção para funcionar neste ofício específico – de mestre, capacitando o corpo (igreja) para o ministério. Ou seja, a igreja, o corpo é quem cumpre a obra do ministério. O Ministério Mestral, ativado e direcionado através dos Mestres (ofício), flui e se manifesta no corpo.

Em João 8:31,32 Jesus disse: “se vocês permanecerem firmes na minha palavra, verdadeiramente serão meus discípulos. E conhecerão a verdade, e a verdade os libertará”. A Verdade é a Palavra, a Palavra é Jesus!

Jesus disse isso aos seus discípulos. Portanto, isso é para todos – todos os discípulos de Jesus! Os mestres não são os detentores do conhecimento da Palavra. São, antes, os que levam o povo a amar e conhecer a Palavra!

Estamos vivendo um tempo de Restauração do sacerdódio de cada crente. O sacerdócio não é de alguns, é de todos! Durante um tempo na História da Igreja os fiéis não podiam ler a Bíblia, sequer ensinar! Enganos e heresias entraram na igreja e, com o tempo, tornaram-se “verdades” sólidas e inquestionáveis. Jesus afirmou em Mateus 22:29: “vocês erram, porque não conhecem as Escrituras nem o poder de Deus”!

Em Atos 17:11 Paulo elogia a atitude dos cristãos de Beréia, que recebiam a mensagem e examinavam as Escrituras para ver se o que estavam recebendo estava de acordo com a Palavra de Deus.

A Igreja ensina a Palavra!

No início da Igreja cristã vemos o crescimento do Reino sendo estabelecido através de cristãos que recebiam, criam, eram discipulados e manifestavam a Palavra por onde quer que fossem.

“Todos os dias no templo e de casa em casa, não deixavam de ensinar e proclamar que Jesus é o Cristo” (Atos 5:42).

“Assim, a palavra de Deus se espalhava. Crescia rapidamente o número de discípulos em Jerusalém” (Atos 6:7).

“Os que haviam sido dispersos pregavam a palavra por onde quer que fossem” (Atos 8:4)

Acabou o tempo de uma igreja consumista – crentes consumidores de culto, sempre prontos apenas para receber! Este é o tempo de uma Igreja que cumpre a obra do ministério! Que conhece a Palavra e tem algo para oferecer:

“… quando vocês se reúnem cada um de vocês tem um salmo,

ou uma palavra de instrução, uma revelação,

uma palavra em uma língua ou uma interpretação.

Tudo seja feito para a edificação da igreja” ( I Cor. 14:26)

 

 

OFÍCIO PROFÉTICO

O oficio profético é um dos dons ministeriais descritos em Ef 4:11-12 com a função de capacitar os santos para cumprirem o seu propósito na Terra – Se manifestar como igreja de Cristo ao mundo e às regiões celestiais.

Para ilustrar a função do ofício de profeta gostaria de citar um texto base:

“…da tribo de Issacar, 200 chefes que sabiam como Israel deveria agir em qualquer circunstância. Comandavam todos os seus parentes” (I Crônicas 12:32)

O exército que se reuniu para servir a Davi tinha muitos guerreiros, com funções distintas para operarem em prol de Davi e do reino de Israel. O próprio Davi tinha a sua função como rei – liderar o exército.

A tribo de Issacar tinha 200 homens com uma função muito específica no exército, eles discerniam os tempos e a direção que o exercito deveria seguir. E as demais tribos recebiam a sua palavra.

Os 200 de Issacar tipificam o oficio de profeta na nova aliança. Os profetas têm como principal função discernir os tempos e épocas e apontar a direção que a igreja deve seguir. Sempre com a inspiração do Espírito Santo.

Precisamos ter uma mente renovada para entender que o profeta não tem a função de apontar pecados do próximo. Mas seu comissionamento se resume em apontar a direção que devemos seguir como igreja e como humanidade, trazendo o coração de Deus para a Terra, para que a sua vontade e modelo sejam conhecidos a todas as nações, sejam cristãs ou não.

O Pai está restaurando este ofício com toda força, para que como igreja de Cristo saibamos em que tempo estamos e em que direção devemos correr!